O Arauto

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sábado, junho 17, 2006

O que é nacional (nem sempre) é bom

Se tudo depender da bílis e da cisma da "fina-flor" pensante daqueles poucos, mas poucos mesmo, que têm privilegiada, regular e continuamente Mais Pão Água e Luz (por pensarem que são mais angolanos que os demais), o Direito à Informação em Angola, caucionado pela Lei Constitucional vigente no País, ainda terá um longo e sinuoso caminho a percorrer que passa por uma encosta política íngreme e perigosa quanto baste.
Tudo indica, pelo que tem sido dado a ver, que o Direito à Informação vai trilhar este caminho até o dia (quando?) em que o conjunto de ministros (a que dão o nome de Governo) ou os deputados à Assembleia Nacional (cuja legitimidade há muito expirou) acordar bem disposto e pensar que aos cidadãos que vivem no Leste do País tem sido denegado este direito e que nos tempos que correm a informação é necessária tal como pão para o estômago.
Denegar de forma deliberada e capciosa informação aos angolanos do Cunene a Cabinda e do Luau ao Lobito é, não tem outra designação, crime. É um atropelo, um desrespeito total ao estatuto jurídico-político do País e ao angolanos a quem no próximo ano vão, de forma deseperada, piscar o olho para obter o seu voto.
Só assim se compreende (bem-vinda seja a Internet) que nos aviões da Taag, companhia de bandeira angolana, não se encontre, à excepção do Jornal de Angola, publicações como o Semanário Angolense, Agora, Angolense, Folha 8, Cruzeiro do Sul e outros.
Porém, em contrapartida e para consolo do nosso desconsolo, encontramos o "Expresso", o "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias", "A Bola", "Record", etc., etc.
E sabem porquê? Porque o que é nacional continua a não ser bom, pelo menos para o establishment e os seus protagonistas.