O Arauto

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domingo, novembro 18, 2007

Também vale (ou não?) ser da Sociedade Civil

Tenho amigos que, quer em Luanda ou em Lisboa, militam efectivamente e activamente nas fileiras do MPLA e da UNITA. E se militam, fazem-no muito bem. É, aliás, uma forma de fazerem jus aos seus Direitos civis e políticos que têm respaldo no estatuto jurídico-polítco vigente em Angola.
Digo que o fazem muito bem porque, no que a mim diz respeito, também vou dando a minha modesta contribuição, mesmo que à distância, no sentido de induzir quem está no exercício do poder a tratar o Povo angolano com mais dignidade.
Prefiro dar o meu contributo enquanto membro da Sociedade Civil, por esta via, do que filiar-me ao MPLA ou à UNITA. Prefiro ficar na minha. E assim prefiro porque nos tempos que correm, está mais do que provado, não se adere às causas de um partido, mas sim às portas que o mesmo nos pode (rá) abrir, às oportunidades que o mesmo pode (rá) proporcionar.
Prefiro ficar na minha. E assim prefiro porque nos tempos que correm não se adere voluntariamente a um partido. Hoje convidam-se as pessoas a filiarem-se. E as pessoas aceitam, e suponho que agradecem, mesmo que não conheçam os estatutos e programa de governação da formação política que as convida.
Os angolanos que militam (sem convicção, pois claro) quer no MPLA, quer na UNITA, não passam de oportunos oportunistas. Militar no MPLA é (digo eu) - para alguns, mas quase todos - uma questão de (sobre) vivência e de possuir passaporte e imunidade para tudo e mais alguma coisa.
Militar na UNITA é (digo eu) - para alguns, mas quase todos - sinónimo de estar à espera de agarrar, na oportunidade, aquilo que lhes foi negado pelo partido no poder.
Não condeno ninguém que tenha aderido ao MPLA ou à UNITA por uma questão de (sobre)vivência. Mas a verdade é que pessoalmente não me seduz a ideia de participar neste tipo de jogo, não alinho por uma questão de coerência.
Gosto de defender causas defensáveis. E quando o faço gosto de fazê-lo com todas as forças e convicções que julgo ter.
PS – Anda muita gente a querer saber se morro de amores pelo partido no poder ou se por aquele que deveria, de facto e de jure, assumir o seu papel como opositor em Angola. Não tenho problemas nenhum de revelar tal, mas sucede, porém, que isto nem às paredes eu confesso…por enquanto.
Artigo inicialmente publicado aqui

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