O Arauto

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domingo, outubro 14, 2007

O «regresso» do Orlando Castro

Depois de ter decidido colocar um ponto e vírgula às suas opiniões relativas à terra que o viu nascer, e que ama como ninguém, eis que Orlando Castro (o jornalista que, parafraseando o meu amigo e Mestre Eugénio Costa Almeida, tem a notícia na ponta dos dedos e transmite-a com seriedade e agudeza que o caracteriza aos seus fiéis leitores) está de volta (eu Te saúdo por isso!) e sempre igual a ele mesmo, sobretudo quando o assunto é, e tem a ver com, Angola.
E Orlando Castro não poderia ter (re)começado da melhor maneira. O jornalista (re)começa a sua coluna Alto Hama, aqui no NL, afirmando que se recorda de «há já uns anos Paulo Tchipilica fazer uma conferência, no âmbito do Congresso para a paz e a reconciliação em Angola, em que – então como ministro da Justiça – disse que a democracia é a melhor forma possível de Governo, defendendo que a democracia evita a tirania, salvaguarda a liberdade, garante a alternância do poder e remove pelo voto as consequências negativas da megalomania e do caciquismo que o exercício do poder oferece».
Por isso o jornalista pergunta: «Será que este Paulo Tchipilica é o mesmo que agora, como provedor, acha que a tirania, ao contrário da democracia, salvaguarda a liberdade, garante a alternância do poder e remove pelo voto as consequências negativas da megalomania e do caciquismo que o exercício do poder oferece?» .
Não meu caro amigo, este Paulo Tchipilica (digo eu) não é o mesmo de que Te recordas. Este é aquele Paulo Tchipilica que enquanto foi ministro da Justiça acaparou-se dos emolumentos de Justiça que iam parar aos cofres do seu pelouro.
Orlando Castro diz ainda no seu escrito que «nessa longa e meritória intervenção em que historiou a origem da democracia na história universal, há cerca de 2.500 anos na Grécia, Paulo Tchipilica, defendeu que a democracia é possível em África, salientando que o continente negro só com democracia pode acabar com a miséria e a guerra e dar-se ao respeito».
Por essa razão, com toda (e mais alguma legitimidade), Orlando Castro pergunta: «Será o mesmo Paulo Tchipilica?». Não meu caro amigo, este Paulo Thipilica é (digo eu) outro. O tal que enquanto ministro «picou» e transformou a secretária em concubina e depois com o dinheiro tirado indevidamente dos cofres do Estado comprou um apartamento para a mesma.
O então ministro da Justiça, prossegue o jornalista, referiu-se na altura a Jonas Savimbi, comparando-o com o Jonas da Bíblia que depois de ter fugido às ordens de Deus, foi castigado pelos homens e acabou por se arrepender e cumprir a missão que Deus inicialmente lhe destinou. «Será o mesmo Paulo Tchipilica que agora se sentiu ofendido pelo que escreveu o director do Semanário Angolense, Graça Campos, levando a que o jornalista fosse preso por delito de opinião?».
Não meu caro amigo, este Paulo Tchipilica (digo eu) é aquele que, com os seus compinchas, se quis aliar (ou aliou-se mesmo?) ao Menos Pão Luz e Água «vendendo» o Fórum Democrático Angola (FDA).

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