O Arauto

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sábado, março 10, 2007

Dhlakama diz o que não faz e faz o que não diz

O presidente da Renamo é um homem que tem dito o que não faz e tem feito o que não diz. Afonso Dhlakama, quiçá por impreparação política, não tem sabido combater a Frelimo de quem a classe intelectual moçambicana anda farta até à ponta do cabelo.Por isso, volta e meia e meia volta, ameaça incendiar o País, pintar com o vermelho de sangue o chão que pisa e enegrecer de luto o ambiente das famílias moçambicanas. Ou seja, o líder do partido que tem a perdiz como símbolo tem advertido que não lhe faltam homens e meios (vontade também, digo eu e assumo!) para voltar a pôr a ferro e fogo a pátria ama(rra)da de José Craveirinha.
Símbolo do combate contra o regime de partido único em Moçambique, Dhlakama profere tais ameaças como se, à luz dos Acordos de Roma, não tivesse nunca jurado jamais voltar à guerra.
A falta de um fusível e de argumentos políticos válidos, adequados e à altura da peleja dos tempos do nosso tempo deverão ser as razões que animam Dhlakama a proferir tais ameaças.
O líder da oposição moçambicana tem, por outro lado, deixado escapar a ideia de que se um dia chegar ao palácio da «Ponta Vermelha» irá agir de forma igual ou pior que a Frelimo.
Ilustra isso o facto de Dhlakama recusar-se a abandonar a direcção da Renamo para quadros (e não ardósias) com uma visão e estratégia que se compaginem com a nova forma de fazer política, onde a tónica principal devem ser as ideias, os argumentos em favor do povo e do País.
Dhlakama está a cair no descrédito, já ninguém lhe dá ouvidos internamente. Ou seja, a massa intelectual moçambicana deixou de lhe dar ouvidos e está amuada por não ter alternativa política que não seja a Frelimo.
Não terá, neste jogo político de dados marcados, chegado a hora de o velho amigo de Luís Delgado mudar de estratégia?

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