O Arauto

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quinta-feira, março 08, 2007

Dhlakama só deixa o poder se a Frelimo for derrotada

A Renamo não é um partido qualquer fundado numa pensão a beber cerveja, quem o diz é Afonso Dhlakama que, ao contrário do que era suposto, possível e desejável para a maioria dos militantes e simpatizantes da “perdiz”, se recusa terminantemente a abandonar a liderança do maior partido moçambicano na Oposição em favor de quadros intelectual e politicamente mais preparados, enquanto não tomar o palácio da “Ponta Vermelha”.


Dhlakama pretende fazê-lo por via do voto, mas o sangue poderá voltar a jorrar no chão moçambicano e comprometer a paz que se vive há 14 anos neste país do Índico, caso os resultados eleitorais voltem a ser manipulados, conforme se diz à boca pequena, pelo partido no poder como num passado recente.


Em declarações feitas recentemente ao jornalista Rosário dos Santos, correspondente do “Canal de Moçambique” em Quelimane (Centro-Norte de Moçambique), o líder da Renamo aventou a hipótese de recorrer às armas caso a Frelimo, partido no poder, volte, tal como num passado recente, a manipular os resultados das próximas eleições.


Homens e meios não faltam a Afonso Dhlakama para alcançar o seu desiderato, o de voltar a pôr Moçambique a ferro e fogo. “Tenho, só na Zambézia, mais de 5 mil comandos que sabem, perfeitamente, disparar, à espera das minhas ordens para entrar em acção. As armas não são problema, podemos requisitá-las com facilidade”, revelou.


Recorde-se, entretanto, que não é a primeira vez que o líder da Renamo fala da possibilidade de voltar à guerra e, desta forma, quebrar o clima de paz que há 14 anos reina em Moçambique. O ano passado Afonso Dhlakama considerou, durante uma importante reunião de quadros do seu partido na cidade da Beira, a possibilidade de reagrupar os seus antigos combatentes, os chamados “combatentes pela liberdade”, face à actual discriminação de que são vítimas pelo Executivo da Frelimo.


Fonte: Notícias Lusófonas

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