O Arauto

Photobucket

sábado, abril 19, 2008

Moçambique sem rei nem roque

O correspondente do “Savana” na província de Manica revela, na última edição do referido semanário, que o procurador distrital de Gondola fez (bem ao estilo do quero-posso-(des)mando e nada me acontece!) Justiça pelas suas próprias mãos deixando bem claro para quem ainda tinha dúvidas de que em algumas (mas quase todas) as regiões do interior do País são terra "sem rei nem roque" onde impera o desmando, onde o Estado, enquanto pessoa colectiva, só se faz sentir quando se trata de reprimir o(s)moçambicano(s) descamisado(s).
O jornalista André Catueira conta na sua peça que Pompílio Xavier “espancou gravemente na madrugada do último sábado um cidadão de nome Rassul Gimo, 28 anos, por este ter mantido relações amorosas com uma prostituta zimbabueana (sic!)” com quem o magistrado mantém alegadamente uma “amizade colorida”.
Ora não é a primeira que magistrados do Ministério Público arrastam o nome da Justiça e do Estado moçambicana para a lama. O primeiro caso - cabeludo diga-se de passagem, que deixou o País boquiaberto - envolvia o nome do Digníssimo Procurador Augusto Paulino num suposto descaminho de milhões de meticais, agora chegam notícias que nos dão conta que Pompílio Xavier tirou a camisa e, qual Mike Tyson, enfiou uns valentes sopapos a um inerme cidadão por causa de uma meretriz.
O clima de suspeição que recentemente se levantou em torno do nome de Augusto Paulino — além de colocar em causa a sua idoneidade moral — não só deixa ficar mal o homem, mas sim a Justiça moçambicana.
O comportamento de Pompilio Xavier não põe apenas em causa o bom (?) nome do Digníssimo procurador, mas sim o Estado moçambicano que os homens da Pereira Lago (sede da FRELIMO, partido no poder) dizem ser de Direito democrático.
É evidente que com procurados (sejam eles judiciais ou do Ministério Público) assim, é caso para dizer Justiça para que te quero em Moçambique.
É claro que procuradores (sejam eles judiciais ou do Ministério Público) com este nível, vale perguntar se adianta acreditar na Justiça moçambicana.

Etiquetas: ,

4 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial