O Arauto

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sábado, abril 19, 2008

Seis anos de consolidação da mediocridade

O aperto de mão sincero entre os generais Armando da Cruz Neto e Geraldo Abreu "Kamorteiro", responsáveis máximos das Forças Armadas Angolanas (FAA - Governo) e das Forças de Libertação de Angola (FALA - UNITA), na manhã de 04 de Abril de 2002, no Palácio dos Congressos, em Luanda, selou o Acordo de Paz que colocou um ponto final à guerra fratricida que durante 27 anos ceifou vidas (não foram poucas), provocou dor (indescritível), luto (a côr preta era uma constante na nossa indumentária), separou irmãos (muitos tiveram que abandonar o País), provocou feridas, que ainda sangram, e cicatrizes, que ainda doem.
Passados cinco anos + um era suposto possível e desejável Angola ter Justiça, Trabalho e Paz, tolerância, mais oportunidades, menos violência, confusão entre o partido (no poder) e o Estado.
Por isso, estes cinco anos + um de paz representam, para mim, a consolidação da mediocridade e do culto de personalidade.
Eu explico: o MPLA é um tigre de papel que proclama a sua tigritude de Cabinda ao Cunene, na região austral do nosso continente e no mundo, sem saber em quê que deve assentar o desenvolvimento (e não crescimento) de Angola.
Pessoalmente não conheço nenhuma ideia estratégica do MPLA (muito menos do Galo Negro) para desenvolver o País no que tange à vida económica e social. Passados cinco anos + um desde o final da guerra em Angola, sei, verbis gratia, que a ascensão no partido no poder não depende da competência técnica ou intelectual, mas sim da frequência com que se adula José Eduardo dos Santos.
Passados cinco anos + um desde o final da guerra em Angola, sei que o conhecimento técnico e cientifico não contam, o que conta é a subserviência.
Passados cinco anos + um desde o final da guerra em Angola, sei que determinados assessores da Presidência da República e alguns (mas quase todos) membros do MPLA aos poucos vão José Eduardo dos Santos com elogios cínicos quando pode(ria)m salvá-lo com críticas sinceras, frontais e camaradas.
Passados cinco anos + um desde o final da guerra em Angola, apraz-me dizer que o País poderá dar um salto qualitativo quando o MPLA estiver na oposição. Aí sim, quero crer, os angolanos poderão conhecer dias melhores. Quem não crê que se levante e atire a primeira pedra.

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