O Arauto

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sexta-feira, abril 18, 2008

Tal como em Portugal, Angola precisa de alternativas

O antigo alto-comissário português para Imigração manifestou recentemente em Lisboa a intenção de criar um novo partido político que ideologicamente se vai situar ao centro entre o Partido Socialista ( PS) — o tal que (des) manda nas ocidentais praias lusitanas onde quando se quer esticar os braços um vai dar a Espanha e o outro ao mar devido a sua pequenez territorial — e o Partido Social Democrata (PSD).O mentor do referido projecto político, Rui Marques, de seu nome, revelou que o partido chamar-se-á "Movimento Esperança Portugal" e deverá concorrer às europeias de 2009.
Rui Marques é, digo por minha conta e assumo o risco, o paradigma de um (bom) cidadão, português, no caso, que quer devolver aos seus compatriotas a esperança de voltar a acreditar nos partidos políticos e na política luso. É evidente que o surgimento de um novo partido na cena política lusa vai levar segura e garantidamente os portugueses a sentirem-se encantados da vida.
Ora encantado também sentir-me-ia se em Angola surgisse um partido de tipo novo que ideologicamente se situasse entre o MPLA e a UNITA (pois já deu para ver aos longo de mais de 30 anos que os dois são farinhas do mesmo saco e bananas do mesmo cacho, o primeiro faz asneira e o segundo besetira).
O MPLA e a UNITA induzem, em conluio, os angolanos (alguns mas quase todos) a pensar que um partido político não é uma pessoa jurídica de Direito Privado que, no sentido moderno da palavra, pode ser definido como uma união voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizado nos princípios de hierarquia e disciplina.
Contrariamente ao que era suposto, possível e desejável, os angolanos (alguns mas quase todos) são induzidos a filiarem-se aos partidos político para garantir um tacho numa empresa pública, Minitério ou ainda em casa do jardineiro do jardineiro do estafeta do membro partido.
Hoje, filiar-se a um partido político (de preferência ao MPLA ou a UNITA) é, digo eu, a melhor forma de se tornar autista esquizofrénico, embalando num processo de desprezo suicida pelas necessidades, expectativas e aspirações das massas mais desfavorecidas.
Hoje, filiar-se a um partido político (de preferência ao MPLA ou a UNITA) é, digo eu, a melhor forma para se ser exibicionista, fascista, arrogante, tradicionalista, boçal, populista, demagogo, racista e tribalista.

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