O Arauto

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sexta-feira, abril 18, 2008

E as crianças, senhores donos do poder em Luanda?

Duas crianças e dez mulheres encontram-se sob os escombros do edifício-sede da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DINI) que, qual castelo de baralho de cartas, desabou na madrugada de sábado último na capital angolana. Aquando do incidente, do edifício com sete andares que vitimou até agora três pessoas, encontravam-se nas instalações da DNIC, 181 detidos.
Entre os detidos havia (o que não cabe nem um pouco mais ou menos na minha cabeça nem na de ninguém que tenha dois palmos de testa e amor ao próximo) uma criança com menos de sete dias de vida, outra com menos de cinco e uma mulher grávida.
Será que quando na sexta-feira (um dia antes do desabamento) o Procurador-Geral da República, José Maria de Sousa, visitou a DNIC não soube da existência de uma criança recém-nascida, não a viu? Não acredito.
Será que o Digníssimo Magistrado não soube que havia uma mulher grávida nos calabouços daquele órgão para militar? Não acredito.
Qual terá sido o crime do recém-nascido e da mulher grávida que, até ao presente momento, se encontram debaixo dos escombros do prédio da DNIC? Bem, o que se poderá dizer é que, neste caso, as autoridades terão feito tábua rasa à Lei da Prisão Preventiva e Instrução Preparatória vigente na República de Angola e pisoteado sem dó nem piedade os Direitos Fundamentais dos cidadãos em causa.

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