O Arauto

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sábado, janeiro 06, 2007

Podem até matar-me, mas jamais terão a minha subserviência!

Os meus adversários, contrariamente ao que era suposto, possível e desejável, não desarmam e continuam a incomodar os meus familiares, nomeadamente mãe e irmãos. Ou seja, continuam os telefonemas anónimos. As pessoas que telefonam, segundo a minha mãe, quando não buscam informações sobre mim, proferem ameaças de morte. Houve até alguém que, nos últimos dias, se identificou como sendo do Ministério da Comunicação Social e que gostaria de se encontrar com a minha mãe proximamente para conversar. Por estas, outras e tantas deixo aqui um texto publicado o ano passado no saudoso Notícias Lusófonas:
"Há dias um pseudo-amigo, uma pessoa que, a todo custo, quer ser gente, aproximou-se de mim devagar (devagarinho) e, como quem não quer nada (querendo), pediu para que deixasse de escrever sobre o MPLA e a UNITA.
A razão do seu argumento é a de que o primeiro (o MPLA), quando vê os seus interesses em perigo, mata. Ou melhor, manda matar. O segundo (a UNITA), no seu dizer, limita-se a pôr o nome de quem não chupa no “índex” para um ajuste de contas no dia que ocupar (pelo andar da carruagem só lá para 2020 ou cinco anos mais tarde) o palácio da Cidade Alta.
O pseudo-amigo, apologista do princípio de que as ideias do poder devem sobrepor-se ao poder das ideias, ignora certamente (por isso é que ninguém o consegue demover da ideia de que os bombeiros não existem apenas para extinguir incêndios) que o povo, contrariamente aos discursos messiânicos do passado, não é o MPLA e muito menos a UNITA, mas sim um conjunto angolanos que, por opção política, militam num ou noutro.
O mesmo desconhece que antes do MPLA e da UNITA (que, na verdade, são bananas do mesmo cacho e farinha dos mesmo saco) surgirem, já os angolanos habitavam o território que hoje dá pelo nome de República, que também já foi Popular, de Angola.
Recado ou não, ameaça velada ou não (mesmo depois de terem partido o vidro da minha velha carripana e terem deixado um bilhete e dizer para ter “cuidado por ser muito jovem”), a verdade, meu pseudo-amigo, é que ninguém me pode impedir de participar, através da caneta e nesta tribuna, na vida política do meu País. E é (e assim continuará a ser por muito tempo) incontornável, nem seria de bom-tom para a História, querer-se falar de Angola e dos angolanos sem invocarmos os nomes dos contendores que partiram o País, o MPLA e a UNITA.
Por isso – até porque tenho a vantagem de conhecer os truques (quase) todos do poder quando quer engatilhar alguém que lhe faz mossa –, meu pseudo-amigo, podem prender-me, multar-me, humilhar-me, os jornalistas entricheirados na Vila-Alice podem até dizer coisas e losas (como já o fizeram), usurpar os bens que (não) tenho, mas não podem de forma alguma tirar-me o direito de escrever (falar) sobre a (má) governação que existe neste País de banana, governada por sacanas.
Sabem porquê? Porque (se os "Kalibrados" dizem que o limite é o chão) eu digo que o máximo que podem contra mim é tirar-me a vida.
Por isso, meu pseudo-amigo, podem torturar o meu corpo, partir os meus ossos, podem até matar-me (então aí terão o meu corpo morto, mas não a minha subserviência), mas enquanto tiver coluna vertebral, continuarei a falar sim senhor do MPLA e da UNITA (entre os dois que venha o diabo e escolha).
Sabem porquê? Porque (se os Kalibrados dizem que o limite é o chão) eu digo que o limite da discriminação social, económica e política conhecerá o seu fim se soubermos confiar o nosso voto a quem o merece de facto."

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