O Arauto

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terça-feira, junho 13, 2006

Ser suspeito é quanto basta...a alguns

Três pobres angolanos (à semelhança de muitos excluídos e poucos renegados pelo sistema que impera em Angola) sentiram recentemente no corpo e na alma, mais no corpo do que na alma, que, quando os interesses e bens do Menos Pão Luz e Água estão em jogo, os agentes da Polícia Nacional não brincam em serviço: tratam-se de Mateus Inácio, Faustino Penhafu, Zeferino Muipile e Santos Francisco.
Quando isso acontece, e para mostrar trabalho aos chefes, os agentes da Polícia Nacional não deixam dúvidas de que assimilaram bem o manual de tortura física russo e cubano e que as acções de tormento que a policia nazi submetia os judeus é menor se comparadas às que se praticam em Luanda, Cabinda e um pouco por todo o País.
Inácio, Penhafu, Muipile e Francisco foram arbitrariamente detidos a cerca de 15 dias, a pedido da direcção da Maboque, na sexta, oitava e nona esquadras por suspeita de terem roubado USD 150 mil do Menos Pão Luz e Água que se encontrava nas instalações da firma, cujo patrão é Armindo César Sibingo.
Por serem suspeitas (simplesmente por isso e por nada mais do que isso) os três pobres descamisados foram humilhados, surrados, escalavrados torturados e, ainda por cima, pediram-lhes para chorarem com os olhos secos. Tudo isso na sexta, oitava e nona esquadras da Polícia Nacional onde os agentes deram-se ao luxo de, entre os vários tipos de tortura, arrancarem as unhas dos pobres homens com alicate.
Ora mesmo diante de episódios deste (quais cinemas sem bilhete do antigamente) o presidente da organização “Mãos Livres” tem a grande lata de declarar ao “Apostolado” que o comportamento das forças da ordem tende a melhorar globalmente no tocante aos Direitos Humanos”.
Isso é sério? Cantai rapazes, dançai raparigas angolanos que isso não é sério!
Ousadia igual teve Lorena Pinto, funcionária do escritório da ONU para os Direitos Humanos em Luanda, ao ter afirmado que “o respeito pelos Direitos Humanos registou melhorias significativas em Angola”.
Isso é sério? Cantai rapazes, dançai raparigas angolanos que isso não é sério!
A representante especial do secretário-Geral da ONU para a defesa dos Direitos Humanos, a paquistanesa Hina Jilani, esteve em Angola a convite do Governo. Os almoços, a estadia num, hotel de cinco estrelas tudo foi pago pelo Governo de modo que na hora do balanço da sua visita em Angola manifestou-se satisfeita com a situação dos Direitos Humanos.
Isso é sério? Cantai rapazes, dançai raparigas angolanas que isso não é sério!

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