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quinta-feira, maio 25, 2006

Subsídios para História Política de Angola (VI)


22 de Fevereiro de 2002 – Christopher William Dell, embaixador do EUA em Angola, afirma numa extensa entrevista concedida ao Jornal de Angola (JA) que “já é tempo de se pôr fim à guerra cá (em Angola)”.

- Movimento Nacional Espontâneo (MNE) realiza, na sequência da morte de Jonas Savimbi, uma passeata pelas ruas de Luanda. A passeata é promovida em parceria com o Bloco Azul, grupo carnavalesco da capital angolana. Centenas de pessoas participam da excursão.

- O Estado – Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) informa que, na sequência do esforço operacional que tem sido empreendido em várias regiões do País, ocorreu hoje, dia 22 de Fevereiro de 2002, pelas 15 horas, no Moxico, uma acção militar contra as forças terroristas savimbistas, de que resultou a morte de vários elementos (da UNITA) entre os quais a do próprio Jonas Savimbi.

- O Governo da República de Angola confirma e dá a conhecer à opinião pública nacional e internacional a morte de Jonas Malheiro Savimbi “que até aqui liderava os grupos armados responsáveis pela destruição de infra-estruturas e pela morte de civis inocentes em todo o País”.

- João Lourenço, Secretário-Geral do MPLA, lamenta a morte de Jonas Savimbi, mas admite que ele (Savimbi) teve o fim que escolheu, na medida em que lhe foram dadas as possibilidades para voltar ao Protocolo de Lusaka.

- O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo-Verde afirma que a morte de Jonas Savimbi poderá ajudar a abrir um caminho para a paz em Angola.

- O presidente do Partido Social Democrata (PSD), José Manuel Durão Barroso, diz que a possível morte de Jonas Savimbi, líder da UNITA, abrirá seguramente profundas transformações na vida política angolana.

- O Partido Socialista (PS) diz que a confirmar-se a morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi, será o momento de Angola se pacificar, acusando o Galo Negro de ter conduzido uma lógica de confrontação militar.

- Grupo parlamentar do MPLA toma conhecimento da morte de Jonas Savimbi e recorda que o presidente da República, José Eduardo dos Santos, havia prognosticado três cenários possíveis para o desfecho do conflito angolano.

24 de Fevereiro de 2002 – José Eduardo dos Santos, presidente da República, desloca-se a Washington para participar na cimeira com os chefes de Estado de Moçambique, Botswana e dos EUA que tem lugar dia 26 na capital norte -americana.

- Aldemiro Vaz da Conceição, porta-voz da Presidência da República, exorta todos aqueles que se encontram nas matas a ouvir a voz da razão e a abandonar as armas.

- Manuel Tomé, Secretário-Geral da FRELIMO, lamenta a morte de Jonas Savimbi e sublinha que o seu desaparecimento poderá abrir novas perspectivas para a paz em Angola

- Jorge Sampaio, chefe de Estado português afirma, em reacção à morte de Jonas Savimbi, que os portugueses darão o seu contributo para que “possamos decididamente virar estas páginas sempre trágicas e caminhar num verdadeiro e sólido processo de reconciliação, com intervenção significativa e importante das Nações Unidas para que a paz e o desenvolvimento regressem à terra dos angolanos”.

- João Miranda, ministro das Relações Exteriores, informa a Troika de Observadores (Rússia, EUA e Portugal) sobre a morte de Jonas Savimbi.

- Lucas Benghy Ngonda (FNLA) diz que com a morte de Jonas Savimbi a paz está mais próxima.

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