O Arauto

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quarta-feira, maio 24, 2006

Subsídios para a História Política de Angola (IV)

10 de Agosto de 1995 - O presidente angolano José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi, líder da UNITA, reúnem-se na cidade gabonesa de Francesville, sob os auspícios do presidente gabonês, Omar Bongo.

25 de Setembro de 1995 -"Não voltarei à guerra", afirma Jonas Savimbi numa mesa redonda com doadores em Bruxelas (Bélgica). A mesa redonda destina-se a solicitar financiamento de USD 700 milhões para um programa de reabilitação e reconstrução de Angola patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Europeia (UE).

20 de Janeiro de 1996 - Fica registado em acta assinada por José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi e ainda pelo presidente do Gabão, como testemunha, a questão da acomodação política do líder da UNITA (vice-presidente), a prorrogação do mandato do Parlamento e a 2.ª das eleições presidenciais.

11 de de Abril de 1997 - O Governo de Unidade e Reconciliação (GURN) é empossado. Com 28 Ministérios e uma secretária de Estado, o Governo é dirigido por França Van-Dúnem e abrange todas as formações políticas nacionais com assento no Parlamento. A UNITA participa neste Governo com quatro ministros e sete vice-ministros.

12 de Agosto de 1997 - A UNITA entrega à mediação, Troika de observadores e ao seu parceiro do Protocolo de Lusaka (Governo) uma nova proposta reajustada sobre a extensão da administração do Estado. No documento, a UNITA sugere que o processo de extensão da administração do Estado iniciado no dia 30 de Abril de 1997, em 'Mbanza Congo, termine em finais de Novembro do mesmo ano.

15 de Agosto de 1997 - Kofi Annan submete um relatório sobre o proceso de paz angolano ao Conselho de Segurança da ONU em vésperas de uma nova reunião sobre a problemática angolana. No relatório, Annan manifesta-se preocupado pela deterioração da situação política e militar.

28 de Agosto de 1997 - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas decreta um segundo pacote de sanções aos responsáveis da UNITA e membros da sua família directa, facto que os impede de viajar e prevê o "encerramento imediato" das suas delegações fora do território angolano.

Post Scriptum - O leitor Aristides Sicato caiu-me em cima e acusou-me (com toda e mais alguma razão deste mundo) de tentar vender gato por lebre por não ter citado o autor da crónica com o título "Angolapress é alérgica ao rigor" da autoria do ínsigne Jornalista Orlando Castro que assina a coluna "Alto Hama" no Notícias Lusófonas (NL), o único jornal no mundo virado para a Lusófonia.

Por isso, aqui estou para penitenciar-me e dizer que a citação não foi feita apenas por lapso. Por essa razão, as minhas sinceras e humildes desculpas aos leitores e a indulgência do Mestre Orlando Castro, cujas crónicas sempre que achar pertinente publicarei aqui no "O Arauto".

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