O Arauto

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quarta-feira, maio 24, 2006

Subsídios para a História Política de Angola (V)

No ano de 1988 os angolanos viram o País a voltar à guerra. Desta vez, contrariamente ao ano de 1992, o Governo jogou tudo o que tinha para confinar a UNITA a regiões do interior onde as acções militares pudessem estar facilitadas. E ficaram facilitadas a partir do momento em que o Governo consegue recuperar os municípios do Bailundo e Andulo, então praças fortes do Galo Negro.

Em face disso, a Direcção da UNITA foi forçado a abandonar o Planalto Central refugiar-se no Leste do País. A guerra estava praticamente no seu final. A cronologia que se segue reporta-se já ao mês de Fevereiro de 2002:

19 de Fevereiro de 2002 - Christopher William Dell, embaixador dos EUA em Angola, afirma que o Governo tem todo o direito de manter a actual pressão militar enquanto a organização de Jonas Savimbi persistir na violação do Protocolo de Lusaka.

- A Rádio Televisão Portuguesa (RTP) entrevista Carlos Morgado, o representante da UNITA em Portugal. Luanda acusa a Imprensa portuguesa de continuar a dar espaços para mentiras e provocações de representantes de Jonas Savimbi em Portugal. Na capital angolana, o embaixador português Fernando Neves diz que o Governo do seu País não pode fazer nada contra os 12 lobbys da UNITA belicista que vivem em Portugal, argumentando que o Estado português não pode aplicar sanções contra os seus próprios cidadãos.

- O sub secretário-geral da ONU para os assuntos africanos, Ibrahim Gambari, confirma ter o aval do Governo angolano para contactar Jonas Savimbi e informar os passos que este pretende dar para o regresso ao Protocolo de Lusaka.

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