O Arauto

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Nos Direitos Humanos o crime (parece) compensa

Em declarações feitas recentemente à Voz da América (VOA), o jornalista angolano Mário Paiva, um profissional sério, dos poucos que conhece e fala da realidade dos países membros da SADC com propriedade, afirmou que «a eleição de Angola ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) vem contra a corrente».
«Há no País um grande défice em matéria de Direitos Humanos, particularmente no interior, onde as liberdades fundamentais dos cidadãos são frequentemente atropeladas», justifica o jornalista que prossegue em discurso directo: «Nós sabemos que existem ainda muitos problemas relativamente à Liberdade de Expressão e de Manifestação. Há muitos obstáculos ao exercício do direito de manifestação, quando se trata de partidos políticos ligados à oposição. Se em Luanda se desfruta de um clima de certa liberdade, onde as pessoas participam em debates, e de alguma maneira há o exercício do contraditório, nas províncias isto já não se verifica».
Mário Paiva não fica por aí, vai mais longe ao revelar que «há (da parte do Governo, pois claro!) acções de intimidação em relação às pessoas que eventualmente estejam ligadas à esta ou àquela publicação fora do âmbito estatal». Como cidadão, contribuinte e eleitor, Mário Paiva sabe (e bem) do que fala.
Como jornalista e observador atento dos factos, Mário Paiva sabe (e bem) do que fala. Mário Paiva sabe, tal como a maioria dos angolanos, que a eleição de Angola para o Conselho de Direitos Humanos da Nações Unidas (CDHNU) seria, em condições normais, pretexto para abrir uma garrafa de champanhe para «bebemorar» e, por que não, «comemorar» à boa maneira angolana esta vitória diplomática.Mas tal não acontece(rá) porque se sabe que esta «vitória diplomática» não é dos angolanos e muito menos do MPLA, mas sim de Eduardo dos Santos e do seu séquito.
Mário Paiva sabe, tal como a maioria dos angolanos, que a eleição de Angola para o CDHNU seria, em condições normais, motivo para embandeirar em arco se os representantes do Governo não estivessem agora a preparar-se para, de ora avante, manipularem o quadro real e actual da situação dos Direitos Humanos no País.Mas tal não acontece (rã) porque as Organizações Não Governamentais (ONG’s) versadas na defesa dos Direitos Humanos serão manietadas.
Mário Paiva sabe, tal como a maioria dos angolanos, que a eleição de Angola para o CDHNU seria, em condições normais, razão suficiente para lançar foguetes. Mas tal não acontece (irá) porque se sabe que algumas chancelarias ocidentais em Luanda vão caucionar, como têm feito, alguns mas quase todos atropelos de Direitos Humanos.

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