O Arauto

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segunda-feira, março 19, 2007

Riso de mau gosto sobre o sofredor povo zimbabweano

O ministro do Interior angolano esteve recentemente em Harare para, em nome da inteira e exclusiva responsabilidade do presidente José Eduardo dos Santos, se rir, na cara, à beça do infortúnio do sofredor povo zimbabweano, que é o de ainda ter, e aturar (até quando?), como chefe de Estado Robert Gabriel Mugabe, um homem que, admitamos, já deu o que tinha a dar à antiga Rodésia do Sul, mas que hoje, doa a quem doer, se mostra inapto para lidar e aceitar valores políticos como a democracia, a tolerância e a alternância.
O governante, de seu nome Roberto Leal Monteiro (Ngongo), teve a grandessisima lata de dizer pomposamente que as autoridades de Luanda estavam solidárias com a forma como a polícia zimbabweana tem vindo a conter casos de violência, de modo a manter a paz e a segurança (sic!).
O ministro fazia alusão, é claro, à brutalidade infligida pelo regime de Harare contra Morgan Tsvangirai, líder do MDC, e os seus seguidores.
É evidente que, como protagonista primeira de exemplos maus no seio dos PALOP, da CPLP e da SADC, o mundo ficariam de boca à banda se Luanda não se manifestasse solidariária com mais um acto de (pura) brutalidade e (dura) ditadura que se vive presentemente na antiga colónia inglesa.
Roberto Leal Monteiro (Ngongo), sobre quem já (escrevi) defini erradamente que era um político de fino corte no trato e no pensamento mas as circunstâncias e o dia-a-dia têm demonstrado o contrário (por isso peço a vossa indulgência para ser politicamente incorrecto para retirar o imerecido elogio por mim feito um dia neste mesmo espaço), deverá, em nome da inteira e exclusiva responsabilidade José Eduardo dos Santos, ter deixado a receita a Robert Mugabe como a sua "guarda pretoriana" pode (e deve) pontapear mulheres grávidas de oito meses tal como a Polícia angolana o faz de forma impune nas ruas de Luanda.
Publicado inicialmente no NL

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