O Arauto

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segunda-feira, janeiro 22, 2007

Subsídios para uns, peixe podre para outros

Enquanto que em Lumbala Nguimbo (município da província do Moxico, situado no Leste de Angola), o povo - "este povo heróico e generoso" , que não o conhece nem nunca dele ouviu falar - clama por um prato de fuba e por um naco de peixe, mesmo que podre para não morrer de fome, em Luanda o Conselho Político da Oposição (CPO) quer o Governo lhe dê "um novo subsídio (dinheiro) pontual em face do adiamento pré-eleitoral do pleito para 2008-2009".


Em declarações feitas recentemente à VOA, um tal de João Mateus Jorge, porta-voz da referida plataforma política sem assento no Parlamento, justificou, desavergonhadamente, o novo pedido de financiamento porque "o anterior subsídio serviu simplesmente para resolver os maiores problemas que as forças políticas e a sociedade democrática pretendiam".


Grande argumento o de João Mateus Jorge, que não parou por aí. Disse, por exemplo, que o CPO, pensando certamente única e simplesmente no seu umbigo, tinha sugerido ao Executivo "um financiamento de USD 400 mil, mas o Governo deu apenas cerca de USD 120 mil", lamentou.


Palavras para quê se essa atitude ilustra e bem o tipo de políticos que quer ser alternativa ao MPLA e a Eduardo dos Santos?


É que se calhar nem na Mutamba nem no mercado Roque Santeiro o CPO é conhecido.

Se perguntarmos a um candengue (puto) das Ingombotas se o conhece é bem capaz de nos responder perguntando se se trata é um cantor novo e que estilo de música canta. É que não admira mesmo!

É que partidos como o CPO só dão contam da sua existência quando se trata de resolverem os seus probemas e não os do povo pedindo dinheiro ao Governo.

O que será do povo quando um dia o CPO ou os putativos políticos (alguns, porque há políticos sérios) na oposição a ocuparem o lugar do MPLA? Será igual ao partido no poder? Será pior? O problema é que ninguém dá garantia nenhuma ao povo.


É evidente que, nesta toada, ao povo na restará alternativa nas próximas eleições se não votar na continuidade partindo do princípio de que "quem nos comeu a carne comerá, por falta de alternativa, também os ossos".

Fonte:
www.noticiaslusofonas.com

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