O Arauto

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quarta-feira, janeiro 31, 2007

Governo de Angola «garante» isenção e seriedade nos media

O Governo angolano quer garantir (até lá é preferível ser como São Tomé, ou seja, ver para crer!) à opinião pública nacional e internacional que os órgãos de Comunicação Social públicos angolanos serão isentos nas próximas eleições. Se há a preocupação de se garantir que serão imparciais nas próximas eleições, isso é sinal de que não o foram nas primeiras eleições realizadas no País. Será que as acusações que determinadas pessoas colectivas têm feito, segundo as quais os órgãos de Comunicação Social públicos fizeram campanha a favor de um determinado partido durante as eleições 1992, são fumo sem fogo? Quem sabe? Saberá certamente quem confere a importância devida a uma rádio, uma televisão ou jornal quando o assunto é lutar para manter o poder e os privilégios para uns poucos angolanos, no caso vertente o MPLA.
Com vista a conferir (mais) seriedade e (maior) dinamismo no desempenho dos principais órgãos de Comunicação Social públicos, o ministro Manuel Rabelais tomou recentemente a oportuna decisão de mudar os “desgastados e velhos” rostos das direcções da Rádio Nacional de Angola (RNA), Televisão Pública de Angola (TPA) e Jornal de Angola (JA).
Caucionada pelo Presidente da República Eduardo dos Santos, a deliberação de Rabelais tem como escopo garantir aos partidos políticos na Oposição e às Organizações da Sociedade Civil (OSC) a isenção dos referidos órgãos de Comunicação Social durante às próximas legislativas e presidenciais aprazadas para o próximo ano.
A consideração de Manuel Rabelais confirma, segundo um analista político ouvido pelo NL, implicitamente as denúncias que o Galo Negro tem feito amiúde sobre os órgãos de Comunicação Social públicos, segundo as quais terão feito o jogo do MPLA durante as eleições de 1992.
Entretanto, a tomada de atitude do ministro da Comunicação Social poderá, segundo apurou o NL, ser secundada nos próximos dias por uma reestruturação interna na Angop, a única agência de informação do País.
A reestruturação, de acordo com as fontes do NL, passará pela criação de um portal, a eliminação e a criação de novos desk’s, mas sobretudo pela rotatividade de alguns quadros. Assim , o nome do jornalista José Xavier, substituído há menos de 60 dias no cargo de director de informação por Luísa Damião (até então adida de imprensa da Embaixada de Angola em Havana, Cuba), é apontado para delegado da Angop em Lisboa, Portugal. Jorge Conceição que presentemente se encontra em Lisboa (Portugal) poderá, afiançam as fontes do NL, responder pela delegação da Angop em Londres, capital da Inglaterra.

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