O Arauto

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sábado, dezembro 02, 2006

Jovens servis supostamente estudantes universitários

As gorjetas (muitas vezes traduzidas em bolsas de estudo) que o Menos Pão Luz e Água tem dado a alguns jovens, que confundem barafunda com bafo de bunda, para desestabilizar encontros cívicos, políticos e culturais promovidos por intelectuais aqui em Lisboa, Portugal, é uma forma encontrada pelo Governo de Luanda para dar guita às rédeas da anarquia, da indocilidade e da libertinagem que em nada abona o nome e a imagem do País fora-de-portas.
Estes jovens, que são localizáveis e estão bem identificados, mostram, apesar da sua idade bastante tenra, serem intolerantes com quem deviam aprender. Estes jovens (nada mais são senão provetas políticas do Menos Pão Luz e Água), com as suas atitudes arruaceiras, deixam a nu a ignorância política e a sua impreparaçao intelectual.
Estes mesmos meninos, que dão bicos e pontapés na gramática da Língua Portuguesa quando abrem a boca, nada mais fazem de jeito, por cá, a não ser espatifar os jeep’s dos papás, tomarem whisky feito gente grande nas discotecas lisboetas e mandarem às favas as universidades onde estão matriculados, mas não a estudar (?), quando na verdade os pais, em Luanda, pensam (e mal) que os filhos andam por cá em busca de um canudo para o futuro.
A anarquia, a indocilidade, a libertinagem e a intolerância dos jovens a que me refiro foi vista ao vivo, a cores e em directo no dia 18 do mês passado quando a Casa de Angola convidou-me (aproveito para agradecer a Direcção desta instituição) para falar do estado actual da Imprensa angolana.
Viu-se que os jovens eram anarcas de primeira água quando eu disse (e juro e trejo que, por minha conta e risco, assumo) que o Governo angolano tem ensaiado métodos para silenciar os fazedores de opinião mais críticos, incluindo o uso da Imprensa pública para campanhas de difamação.
Provado ficou que os jovens são indicisplinados quando falaram, desconversando, mais alto que o moderador e os prelectores do certame. Constatou-se que são intolerantes quando o representante da UNITA aqui em Portugal, Anastácio Sicato, quis fazer uma pergunta à mesa.
Para aonde queremos, desta forma, levar o País com este tipo de atitudes e mentalidades?
PS - Texto publicado aqui no dia 2 de Junho de 2006.