O Arauto

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sexta-feira, outubro 12, 2007

Uma bala nos cornos de Hélder Dias dos Santos

Soube que, no pretérito dia 26 de Maio, um mui encanecido e delinquente à solta que dá pelo nome de Hélder Dias dos Santos, que por acaso quis o acaso que fosse filho do futuro ex-primeiro-ministro angolano agrediu sem dó nem piedade nas ruas de Luanda um professor universitário, de seu nome, Lopes Ferreira.
Não é a primeira vez, nem a segunda e muito menos a terceira que o filho de Fernando da Piedade Dias dos Santos (qual troglodita irascível à cata de banana numa mata qualquer de Icolo e Bengo) toma atitudes do género.
As autoridades policiais, parlamentares, dignitários do Poder Judicial, incluindo o próprio inquilino do palácio da Cidade Alta, conhecem de cabo a rabo as diatribes de Hélder Dias dos Santos. E elas, as diatribes de Hélder Dias dos Santos, só são, e continuaram a ser por tempo (in) determinado, impunes porque o seu pai é do MPLA e é o MPLA que (des) manda em Angola. Só por isso e, acredito, nada mais do que isso.
Os abusos (puros e duros) do filho de Nandó só são aceitáveis porque em Angola os tribunais ainda andam a reboque do Governo.
Prova disso é que o MPLA, sobretudo no interior do País, arroga-se ao Direito arrogante de ordenar que os agentes da Polícia espanquem magistrados, sejam eles judiciais ou do Ministério Público.
Se a atitude de Hélder Dias dos Santos partisse de um pilha-galinhas ou do filho de um qualquer político na Oposição, há muito que estaria a contas com a Polícia. Mas, infelizmente, não é o caso. E como não é o caso, Hélder Dias dos Santos vai continuar a humilhar, a sovar e a escalavrar os angolanos indefesos e inocentes.
Enquanto isso o seu pai vai cantando e rindo por causa das atitudes do seu filhinho.
Enquanto Nandó sorri, eu choro. Choro por causa da memória curta do Primeiro-Ministro. A memória de Nandó é tão curta tão curta que não se lembra do filho do general Higino Carneiro, que por causa da sua excessiva arrogância e abusos à mistura, levou uma bala nos cornos.
Por isso, já que as autoridades (in) competentes não o travam, choro porque qualquer dia Hélder Dias dos Santos será travado com uma bala (também) nos cornos.
E, conhecendo como conheço os angolanos, algo me diz que este dia não está distante.

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