O Arauto

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sexta-feira, outubro 06, 2006

O contributo de Alcides Sakala para a (futura) historia de Angola

No dia 21 de Setembro enviaste-nos uma crónica que, como sempre, publicamos, e continuaremos a fazê-lo com todo (e mais algum) prazer, com o maior agrado, por quanto esse exercício muito nos honra, por um lado, e enriquece, por outro lado, o Notícias Lusófonas, que regracia reverencialmente o facto de Te ter como colaborador… de luxo.
Davas conta na Tua crónica (Alto Hama) que Tinhas acabado de ler o diário de Alcides Sakala, Teu “velho e querido amigo dos tempos (entre outros) dos bancos de escola do Huambo (sic)”, agora transformado em livro com o título “Memórias de Um Guerrilheiro”.
Companheiro (pois é assim que nos tratamos!),
Gostaria de Te dizer, meu velho amigo de várias avenidas e não menos córregos, que também acabei de ler o referido subsídio para a futura História do nosso País muito recentemente, embora confesse que a sua calaceira e inapta revisão quase que me levou à desistência.
Contudo, pelo livro de Alcides Sakala (o homem, o politico, o diplomata que não confunde democracia com cleptocracia nem imunidade com impunidade) deu para ficar a saber de muita coisa sobre a estulta guerra angolana que não teve a cobertura jornalística que têm tido as outras contendas em muitos pontos do mundo (Bósnia, Iraque, Afeganistão, mais recentemente a Palestina etc., etc.,).
Pessoalmente fiquei a saber que o grosso dos angolanos, fossem eles do MPLA ou da UNITA, que serviam de carne de canhão eram todos falantes da língua Ovimbundo e Cokwé e que existem, afinal, duas Angolas: a dos civilizados e a dos matumbos.
Tomei boa nota do (dei-me conta de que afinal, enquanto angolano, tenho estado a ver a banda a passar) envolvimento e da participação de brasileiros no conflito angolano e soube que Alcides Sakala é bastante criativo e dono de um senso de humor sem igual ao dizer (escrever) no seu livro que a pretensa democracia angolana é a democracia das Ingombotas (bairro antigo de Luanda) e que o sistema que impera em Angola não representa o sentido nacional de todos os angolanos.
Cronica publicada incialmente aqui

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